Patiently, from Seeds to Strong Plants

29.06.2016

The word patience comes from the Latin verb “patior” which means “to suffer”. Waiting patiently is suffering through the present moment, tasting it to the full, and letting the seeds that are sown in the ground on which we stand grow into strong plants.

HENRI NOUWEN, Bread for the Journey

A Liberdade da Libertação

25.12.2015

Foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes, e não vos sujeiteis outra vez ao jugo da escravidão.

Gal 5,1

The Beginning of Love

20.06.2016

The beginning of love is the will to let those we love be perfectly themselves, the resolution not to twist them to fit our own image. If in loving them we do not love what they are, but only their potential likeness to ourselves, then we do not love them: we only love the reflection of ourselves we find in them.

THOMAS MERTON, OCSO, No Man Is an Island

Santa Joana de Aveiro

01.06.2016

No Culminar da Páscoa

15.05.2016


Henry Haig, Pentecost (1972–73), vitrais da Catedral de São Pedro e São Paulo, Bristol.


No Pentecostes culmina o Tempo Pascal, a Páscoa. É a festa da fraternidade, a celebração espiritual da unidade na diferença. Falavam-se muitas línguas, mas “ao ouvir aquele ruído, a multidão reuniu-se e ficou estupefacta, pois cada um os ouvia falar na sua própria língua” (Act 2,6). Tal impede-nos de cair na idolatria da Igreja como instituição e até de Jesus como indivíduo. Em vez de instituição dizemos comunidade. Em vez de Jesus dizemos Cristo, o crucificado ressuscitado nessa comunidade. Por isso, Paulo nos diz: “Pois, como o corpo é um só e tem muitos membros, e todos os membros do corpo, apesar de serem muitos, constituem um só corpo, assim também Cristo.” (1Cor 12). Na fraternidade não cabe aquilo que a nega: a exploração e a opressão. Daí que quando Paulo oferece exemplos dos membros deste corpo mencione os “escravos” e os “livres” sem referir os proprietários de escravos e os adversários da liberdade. Este corpo presente, animado por um Espírito que é simultaneamente legado e fruto, encontra o comum na humanidade que caminha e se eleva.

Bem Comum e Interesses Privados

11.05.2016

Santo Agostinho, bispo africano que viveu nos séculos IV e V, não se encolheu perante a iniquidade da escravatura. A privação da liberdade e a obrigação de servidão eram, para ele, um mal humano, um mal social. A cidade tinha o potencial de concretizar a ideia de que o bem humano só pode ser encontrado no bem de toda a sociedade, no bem comum. Na sua regra, responde à hierarquia portuguesa da Igreja Católica sobre a reavaliação da necessidade dos contratos de associação de colégios privados. No capítulo 5, diz que o cristão coloca o bem comum antes do seu próprio interesse, não o seu próprio interesse antes do bem comum: “Sabe, então, que quanto mais te dedicares à comunidade em vez de aos teus interesses privados, mais terás avançado.”

O Pó e a Cinza sobre Job

10.05.2016


Mahfuzul Hasan Bhuiyan, Black [injured worker of the coal processing industry, Dhaka, Bangladesh] (2014).


No dia da comemoração litúrgica de Santo Job:

Eu dizia: “Escuta-me, deixa-me falar!
Vou interrogar-te e Tu me res­pon­derás.”
Os meus ouvidos tinham ouvido falar de ti,
mas agora vêem-te os meus pró­prios olhos.
Por isso, retracto-me e faço peni­tência,
cobrindo-me de pó e de cinza.

Jb 42,4-6

Sobre o Conceito do Rosto do Filho de Deus

10.05.2016

Deus como Apetrecho

18.04.2016

Deus tem as costas largas, já se sabe. Iam-se sucedendo os deputados brasileiros que justificaram o seu voto a favor do golpe com deus (que sou obrigado a grafar com letra pequena) e foi-se tornando nítida uma imensa mancha de idolatria religiosa, termos contraditórios no terreno cristão. Essa idolatria que pretende investir-se de autoridade é uma imagem de um autoritarismo de classe. Nem falo da segunda prescrição do Decálogo, apenas do facto de que, quando alguém invoca deus como justificação ou desculpa, está a usar deus como um apetrecho. Não me admirava que estes deputados, proprietários privados dos meios divinos, assinem Bíblias para oferecer como se fossem os seus autores.

Tertúlias Dominicanas

11.04.2016


No próximo dia 20 de Abril começa um ciclo de tertúlias dominicanas no Convento de Cristo Rei, no Porto. Este primeiro encontro, que fui convidado a preparar, é sobre Santa Catarina de Sena, mulher, leiga, mística do séc. XIV que tem ocupado algumas das minhas reflexões ao longo dos anos.