8 de Dezembro

07.12.2016

Calcorreando o Largo da Portagem a caminho de uma aula na Faculdade de Letras hoje de manhã, ouvi de passagem o que um velho homem disse: “Amanhã é dia santo. Amanhã é dia da Mãe.” Nada bate a teologia popular portuguesa, tão concisa, tão certeira.

Household Chore and Religious Singing

20.09.2016


Jackie Nickerson, Faith: “Washing Eucharist vessels” (2006).



Jackie Nickerson, Faith: “Choir” (2005).

All Dominican

20.10.2016

Thomas’s theological identity is all Dominican, even if by no means are all Dominicans recognizable from a common profile, theological or spiritual. Meister Eckhart, who shared a teacher with Thomas in Albert the Great, could hardly differ more from Thomas in spirit, in style, and in some important matters of theological substance. To say that Thomas Aquinas is “all Dominican” is therefore not to say that he is stereotypically Dominican. There is no Dominican theological stereotype, the Dominican rule being a positive encouragement to diversity, personal and theological.

DENYS TURNER, Thomas Aquinas: A Portrait

Conferências no Mosteiro de Santa Maria 2016-2017,
“Viver uma Mística de Olhos Abertos”

08.10.2016

Começam hoje as conferências no Mosteiro de Santa Maria para o ano entre 2016 e 2017. A casa das Monjas Dominicanas no Lumiar recebe estas palestras a partir das 15:30, seguidas de debate e eucaristia:

28 OUT. 2016
José Tolentino Mendonça, “Rezar é abraçar a vida como ela é”

12 NOV. 2016
Luís Miguel Cintra, “O desejo como arte e a arte como Fé? (com a ajuda da leitura da Ode de Camões, ‘Pode um desejo imenso’)”

10 DEZ. 2016
Alice Vieira, “Manual de instruções para a construção de um presépio”

14 JAN. 2017
Mateus Peres, OP, “O quotidiano como lugar teológico”

11 FEV. 2017
José Nunes, OP, “Em Deus, ‘os lugares do impossível se deslocam’ – Uma leitura de José Augusto Mourão”

8 ABR. 2017
José Frazão, SJ, “Esta certeza de que somos filhos”

20 MAIO 2017
Emília Leitão, “O desenho visível e invisível da vida”

3 JUN. 2017
José Tolentino Mendonça, “O barro e o tesouro, parábola da história e do Reino”

Viver n’Ele

27.09.2016

Este foi o exemplo que Ele nos deu com a sua vida e é nisso que nós acreditamos.

POLICARPO DE ESMIRNA, “Carta de Policarpo aos Filipenses”

“Não à guerra!”

21.09.2016

Um excerto do discurso do Papa Francisco, ontem em Assis, na jornada de oração pela paz “Sede de Paz: Religiões e Culturas em Diálogo”:

Colocamo-nos à escuta da voz dos pobres, das crianças, das gerações jovens, das mulheres e de tantos irmãos e irmãs que sofrem por causa da guerra; com eles, bradamos: Não à guerra! Não caia no vazio o grito de dor de tantos inocentes. Imploramos aos Responsáveis das nações que sejam desativados os moventes das guerras: a ambição de poder e dinheiro, a ganância de quem trafica armas, os interesses de parte, as vinganças pelo passado. Cresça o esforço concreto por remover as causas subjacentes aos conflitos: as situações de pobreza, injustiça e desigualdade, a exploração e o desprezo da vida humana.

Dos Sentidos ao Intelecto

20.09.2016

[N]ihil est in intellectu quod non sit prius in sensu.
[N]ada está no intelecto que não estivesse primeiro nos sentidos.

TOMÁS DE AQUINO, OP, De veritate

Uma Cama por Uma Noite

15.09.2016

Um parágrafo para guardar activamente na memória da crónica do padre Anselmo Borges, publicada no sábado passado no Diário de Notícias:

É preciso lutar de modo lúcido e enérgico pela justiça no mundo, transformando as estruturas sociais, mas seria intolerável, a pretexto de agudizar as contradições sociais para acelerar a revolução, não acudir à criança esfomeada nem ajudar o desgraçado caído na valeta. Era o dramaturgo B. Brecht, marxista lúcido e que conhecia bem a Bíblia, que tinha razão: “Contaram-me que em Nova Iorque,/na esquina da Rua Vinte e Seis com a Broadway,/nos meses de Inverno, há um homem todas as noites/que, suplicando aos transeuntes,/procura um refúgio para os desamparados que ali se reúnem./Não é assim que se muda o mundo,/as relações entre os seres humanos não se tornam melhores. /Não é este o modo de encurtar a era da exploração./No entanto, alguns seres humanos têm cama por uma noite./Durante toda uma noite estão resguardados do vento/e a neve que lhes estava destinada cai na rua./Não abandones o livro que to diz, homem./Alguns seres humanos têm cama por uma noite,/durante toda uma noite estão resguardados do vento/e a neve que lhes estava destinada cai na rua./Mas não é assim que se muda o mundo,/as relações entre os seres humanos não se tornam melhores./Não é este o modo de encurtar a era da exploração.”

Pai Nosso

13.09.2016

Um dos comentários de Santo Agostinho sobre os Salmos deixou-me a pensar sobre as muitas maneiras de dizer “Pai nosso”, ou seja, de dizer “fraternidade”:

Irmãos, nós vos exortamos ardentemente à caridade, não só para convosco, mas também para com aqueles que estão fora [...]. Quer queiram quer não, são nossos irmãos. Só deixarão de ser nossos irmãos, se deixarem de dizer: “Pai nosso”.

Patiently, from Seeds to Strong Plants

29.06.2016

The word patience comes from the Latin verb “patior” which means “to suffer”. Waiting patiently is suffering through the present moment, tasting it to the full, and letting the seeds that are sown in the ground on which we stand grow into strong plants.

HENRI NOUWEN, Bread for the Journey